Autoridade – valor em extinção

Achei esse texto maravilhoso da  educadora paulista Zailda Coirano e talvez postando aqui no blog ele possa ser útil a alguém.

"Hoje em dia parece que os pais têm medo de exercer sua autoridade, como se fosse vergonha ser o adulto da casa, o que toma as decisões e também o que é responsável por qualquer problema mais sério que aconteça.

Se nós suprimos de tudo o que é necessário para a convivência e o desenvolvimento físico, mental e emocional de nossos filhos, é justo também que queiramos estabelecer regras, que são fundamentais para que as coisas andem a bom termo.

Entre este pais estão os que têm medo de exercer sua autoridade perante os filhos, pensam que não tomando atitude nenhuma se eximem também de culpas se algo der errado. Mas não tomar nenhuma atitude também é uma atitude e uma opção perigosa. Quem simplesmente deixa o barco correr vai ter que se preocupar com seu conserto depois do acidente, que com certeza ocorrerá, num barco sem ninguém no leme.

O pensamento “não sei o que fazer, então não faço nada” leva os filhos a virarem soberanos absolutos dentro de casa, assumindo eles o que os pais se omitiram em fazer.

É importante perceber desde cedo que ao criarmos um filho somos também responsáveis pela formação de sua personalidade, escala de valores, e que nossa missão principal é ensinar a eles como lidar com certas facetas “indesejáveis” de seu caráter.

Pais que fogem à educação dos filhos, limitando-se a meros provedores materiais, no futuro conviverão com adultos que os tratarão como tal. Finda sua utilidade como provedores, serão naturalmente encerrados em um asilo, e o feitiço terá se virado contra o feiticeiro.

Educar é ouvir, observar, dar exemplos e auxiliar na formação do caráter, orientar quanto ao futuro e promover a socialização do filho, pois o mundo assim o exige e é para
o mundo que os criamos.”

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